segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A PROCURA DA ESPERANÇA

Novamente passei por lá. Olhei tudo que meus olhos puderam alcançar, tentei escutar no silêncio, algum som familiar, nada...nada...
Nessa velha casa abandonada, toda remendada com tábuas velhas que pretensamente pretendem resguardá-la da invasão de olhares e de pessoas que possam vida a ela dar, tento adivinhar pelas inúmeras frestas das tábuas carcomidas onde está o som dos risos soltos, outros contidos, a música alegre e cheia de significados que tocava sem parar, o falatório dos encontros de grupos de amigos, o murmurar de casais, o burburinho de pessoas a entrar e sair, os sussurros dos namorados... tento, rever os olhares que se encontravam, pela vez primeira, querendo fazer o amor acontecer ou os olhos, que se procuravam, dos amores proibidos...tento vislumbrar o retorno da vida que ela espalhava todas as noites e pelas madrugadas a fora.
Não sei o que procuro...aliás, sei sim, procuro a ESPERANÇA, que nesse tempo, exercitava em todos que por lá iam, o seu mais lindo papel: a procura da felicidade...

                                                                              Maria Emília Xavier

2 comentários:

Chica disse...

O BOM É NÃO PERRDÊ-LA ,MAS SE ACONTECE, TEMOS QUE PROCURÁ-LA MESMO.lindo!BEIJOS,CHICA

Ivana disse...

A busca pela felicidade, um exercício diário. Bela crônica, te convido para uma visita no FOTOS. Um belo domingo!