quarta-feira, 7 de julho de 2010

DE REPENTE...

                                   
Olhei você...
Seu olhar absorto no horizonte
procurando algo no infinito...
Seus braços rijos e cruzados,
o abraço negando...
Sua boca  muda, sem poesia,
sem o beijo quente e sempre molhado,
sem o sorriso carinhoso...
De repente... Vi o que já sabia.
Nunca fui a causa dos teus versos...
Nunca tive a culpa da tua inspiração...
Nunca fui o seu motivo...
Não era eu, como você dizia,
que dançava nos seus sonhos...
Por isso peguei o nada de mim,
que você tentava agarrar,
e saí sem olhar prá trás.
Se olhasse... Não iria
e a agonia continuaria...

Maria
Emília
Xavier










8 comentários:

Chica disse...

Coragem e determinação pra não mais olhar e então, partir pra frente...Lindo!beijos,chica

gorettiguerreira disse...

Olá amiga poetisa!
Que lindo amor passado em seus belos versos amiga.
Quando se rompe com um grande amor... não conseguimos mesmo olhar para trás sem voltar a velha condição.
Beijos de luz.
Goretti

Tania regina Contreiras disse...

Ser a razão dos versos preenche um espaço tão grande na alama, né? Não sê-lo nunca pode ser um deserto ou um verso: você fez poesia, e já valeu! :-)
Beijos,
Tãnia

Eduardo Medeiros disse...

Coisas da vida...belo poema!

beijos

Eduardo Medeiros disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ivana Marisa Altafin disse...

Oi minha amiga querida,

Assim como outras coisas da vida, a inspiração de alguns versos também podem vir do sofrimento, o importante é crescermos com ele. Você mostrou que cresceu e muito! Um beijão!

malikinha disse...

Que lindo *-*

Maria Emilia Xavier disse...

Obrigada amigos. Temos que tomar decisões que às vezes doem demais, mas se não tomarmos e aceitarmos o menor, a anulação, a dor não é a mesma?