quinta-feira, 14 de abril de 2011

Esta Prosa, em versos brancos, foi a minha contribuição para a "Série Perdas" que a minha  querida amiga Norma do http://pensandoemfamilia.com.br/blog/  está realizando no "PENSANDO EM FAMÍLIA", todas às quartas-feiras vale dar uma chegada por lá.



”Dai a palavra à dor: a dor que não fala, geme no coração até que o parte“ William Shakespeare


Continuando a série (PERDAS), temos a participação da querida amiga Maria Emilia do blog olhosfechados . O relato e da sua autoria e imagem enviada por ela.

Minha primeira maior perda foi a minha Mãe e depois meu Pai. A perda da minha mãe me calou e tão profunda e totalmente que só ano passado, no dia da Mães, após treze anos dela ter ido embora, consegui fazer um poema, em versos brancos, em sua homenagem.
                                   MÃE… SER IMORTAL

Minha mãe era imortal.
Tinha absoluta certeza disso.
Ela estaria sempre presente,
enquanto vida eu tivesse…
Mas… A temporada findou…
O espetáculo saiu de cartaz…
E, sob aplausos de pé
e desesperados BIS! BIS!…
Ela desceu do palco.
Não havia o que fazer.
Não havia o que dizer.
Mas havia o que sentir…
Ausência…Falta…Vazio…
Sentimentos doídos…
Que hoje formam em meu coração
um ramalhete chamado…
SAUDADE imortal…

Maria Emilia Xavier



Importante resignificação do sentimento de perda em saudade. A morte não extingue os relacionamentos. Eles persistem dentro de nós e ressurgem de várias forma. Para algumas pessoas ressurgem em forma de sonho, para outras como vozes nas tomadas de decisões ( valores, lemas , entre outros).


A primeria relação que temos é com a mãe. Sentimo - nos cindidos à ela durante certo tempo (simbiose) e sofremos a primeira dor da perda necessária quando nos separamos (física e emocionalmente) e encontramos o nosso “eu”.


Quando perdemos mãe e pai podemos nos sentir como raizes suspensas e levarmos certo tempo para nos fincarmos de novo no chão da existência. Primeiro vem a dor, depois intenso sofrimento psíquico, letargia, ansiedade e até mesmo raiva, até chegarmos a aceitação e adaptação.

Obrigada Maria Emilia por compartilhar de forma poética esta sua perda significativa que também é para cada um de nós, mesmo que para alguns não seja tão consciente.


                                                                          Norma







9 comentários:

JGCosta disse...

Amiga, existem perdas que vão muito além do que podemos expressar e deixam marcam que jamais irão se apagar!

Abraços renovados!

✿ chica disse...

Tua participação foi linda e emocionante e fiquei feliz em ver que após tanto tempo, conseguistes colocar pra fora essa poesia em ti trancada! beijos,chica

A Norma é demais com essas participações,não?

pensandoemfamilia disse...

Olá
Obrigada por me deixar fazer parte deste seu belo espaço repleto de afetos.
bjs

Élys disse...

Uma participação emocionante assim como a poesia toda plena de carinho.
Um abraço

Leonel disse...

Eu já havia comentado no blog onde foi publicado esse texto, mas, parece que meu comentário foi excluído.
O fato de já escreveres sobre esta perda mostra que já estás sabendo como lidar com coisas assim!
Abraços!

Maria Emilia Xavier disse...

Oi Leonel,
Eu trouxe apenas a postagem em agradecimento à delicadeza do convite da Norma. Os comentários estão lá e o seu, também. Agradeço muito por você ter atendido ao meu convite e ter ido me ver lá na Série "Perdas" e por ter vindo aqui, também. Realmente, o tempo passa... o coração transforma a presença em lembranças e a gente segue...

Maria Emilia Xavier disse...

.Norma,sua presença é uma honra para mim e para o "De olhos fechados".
. Verdade Chica.Obrigada pela força permanente.
.Meu amigo Joel, absolutamente certo. Nosso Blog fica sempre muito bonito com a presença da nossa Nicolinha.
. Élis, obrigada pelo carinho.

Amapola disse...

Bom dia, querida amiga Maria Emília.

O seu lindo poema, virou uma homenagem à sua mãe. Apesar de doído, parabéns!!

Um grande abraço.
Tenha uma bela semana de paz.

Andre Mansim disse...

Puxa vida... Existem uns textos que são tão carregados de emoção né?


Parabens!