terça-feira, 27 de abril de 2010

GILSON FAUSTINO MAIA - O VENTO

                                                                                 
                                                                        
O vento foi soprando, foi soprando,
Limpando todo espaço que encontrava.
E, portanto, a poeira que ele achava,
Ia para bem longe transportando.



Foi, além da poeira, carregando
Folhas, pedras, gravetos... Procurava
Coisas que não sabia que ali estava,
Bisbilhotando, assim, não sei a mando



De quem ou que intenção ele teria
Para insistir naquele remexer.
E foi com essa astuta engenharia



Que terminou fazendo renascer
Um grande amor que tanto em mim doía
Que muito eu gostaria de esconder.

                                                              Gilson Faustino Maia
                                                                        Petrópolis/RJ
                           http://www.webartigos.com/articles/23898/1/O-VENTO/pagina1.html.

3 comentários:

maria olimpia alves de melo disse...

Uma doçura esse texto. Dá para sentir o vento passando e remexendo lembranças...

Ivana Marisa Altafin disse...

Palavras assim, só pode vir de um homem com alma refinada e doce, muito lindo!

Gilson Faustino Maia disse...

Nessa grande ventania,
que mais eu pude encontrar?
O carinho, que alegria!
Que servem pra me inspirar.

Muito obrigado a vocês pela atenção ao meu trabalho. Um abraço.