sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

GILSON FAUSTINO MAIA - MAL DE AMOR

Sei que não deveria mais pensar
em seu olhar, em seu andar macio,
mas é assim que eu vivo, um desvario
que, entretanto, mantém meu caminhar.

Meu canto é triste, é grande o meu penar.
A vida passa e, como eu fosse um rio,
rego a saudade, evito o desafio
de desaguar no mar do seu olhar.

Tudo é ilusão, o mundo é desconforto,
porém o amor não morre, ele é eterno.
É um barco ancorado, a alma o porto.

Em alto mar, porém, a vida é um inferno.
Que fique no meu peito que, já morto,
consegue suportar o mal interno.



Gilson Faustino Maia
Petrópolis - RJ

5 comentários:

Ivana disse...

Mesmo sendo mal, é de amor, nos mantém vivos, mantém o caminhar. Um abraço!

Anne Lieri disse...

Emilia,que linda sua escolha!Um poema comvente e adorei!Bjs,

Chica disse...

Gilson é sempre inspirado! E que bom que tu tb está a espera de um inglesinho...beijos,tudo de bom,chica

Cacá disse...

"O amor é um grande laço, um passo pruma armadilha?
Comparo sua chegada com a fuga de uma ilha".

Lindíssimo esse soneto do Gilson! Abraços. Pz e bem.

maria olimpia alves de melo disse...

Tudo ficou bonito. O poema, a imagem...voltando a ativa pronta para visitá-la mais amiúde, deixo um abraço.