quarta-feira, 5 de maio de 2010

GILSON FAUSTINO MAIA/ Fogo - Ritual do Amor

                                      
 Esse fogo que queima, que devora
A minha triste vida, loucamente,
Que transforma meu ser em um demente,
Que me assusta, me fere e me apavora

Esse fogo que irrita e que me implora
Que eu siga por caminho diferente,
Será fruto, talvez de amor ardente
Ou pecado que em minha carne mora?

Se for força que eu recebo do infinito,
Se for germe tão normal na natureza,
Não vacile tocar-me, que eu, aflito,

Neste mundo ando em busca de certeza,
Obrigado a seguir, do amor, o rito,
Sem saber o final de tal empresa.


              Gilson Faustino Maia
             Petrópolis/RJ

6 comentários:

Associação Conquista de Pessoas com Deficiência disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
maria olimpia alves de melo disse...

Um soneto que arde sem queimar - uma postagem muito bonita, texto e edição. É sempre um momento de beleza visitar seu blog.

Chica disse...

Maravilhoso fogo em poesia!Lindo!beijos,tudo de bom,chica

Alma Poética disse...

Gostoso de ler seja bem vinda anjo, sigo-te espero sua presen;a em meu holl seguidores apare;a em meu blog tomar um calicce de vinho comigo rsrsrsr Bjux de anjo

Marquinhos

Mariana disse...

Sempre devemos ir em buscas das certezas, em algum momento elas chegarão.

Gilson Faustino Maia disse...

Querida amiga Maria Emília, muito obrigado pela postagem do meu soneto. Agradeço, também, os carinhosos comentários recebidos. Beijos, Gilson.